Para presentear quem escolhemos como “Mãe”

Em mais um ano de distanciamento social, onde o afeto, o olhar e os abraços passaram a ser transmitidos e não mais sentidos na pele… A Trama Casa teve a idéia de fazer junto com a escritora e poetisa carioca Maria Rezende uma série de vídeos, com poemas dedicados à quem escolhemos como mãe! Acreditamos assim poder dar de presente o que mais desejamos neste ano: aconchego, afeto, sentimento e amor !

Ensinamento, Adélia Prado

Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
‘coitado, até essa hora no serviço pesado’.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água
quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

Ensinamentos, Adélia Prado

Colo, Viviane Mosé

Os braços da mãe
Envolvendo o corpo miúdo
Do filho que se ajeita seguro
A raiz e o chão
O rio em seu leito
O instrumento e a canção

Colo, Viviane Mosé

Sem título, Martha Medeiros

aventura não é escalar montanhas
não é atravessar desertos
não é preciso bravura
aventura não é saltar de avião
não é descer cachoeira
não é preciso tontura
aventura não é comer bicho vivo
não é beber aguardente
não é preciso angustura
aventura não é morar em castelo
não é correr de ferrari
não é preciso frescura
aventura é tudo o que faz
uma pessoa tornar-se capaz
de abrir mão da loucura
aventura é ser mãe e pai

Sem título, Martha Medeiro

Alice Ruiz

Depois que um corpo comporta outro corpo

nenhum coração suporta o pouco.

Sem título, Martha Medeiro
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